O Amor é Mais Forte...
Os amantes de hoje preferem
a droga mais leve, o tabaco mais light ou o café descafeinado. Já
ninguém quer ficar pedrado de amor ou sofrer de uma overdose de paixão.
As emoções fortes são fracas e as próprias fraquezas revelam-se mais
fortes. Os amantes, esses, são igualmente namorados da monotonia e
amigos íntimos da disciplina. O que está fora de controle causa-lhes
confusão, e afecta-lhes uma certa zona do cérebro, mas quase nunca lhes
toca o coração.
O amor devia ser sonhado e devia fazê-los voar; em vez disso é planeado, e quanto muito, fá-los pensar.
Sobre o amor não se tem
controle. É um sentimento que nos domina, que nos sufoca e que nos mata.
Depois dá-nos um pouco vida. No amor queremos viver, mas pouco nos
importa morrer e estamos sempre dispostos a ir mais além. Deixamo-nos
cair em tentação, e não nos livramos do mal, embora procuremos o bem. No
amor também se tem fé, mas não se conhecem orações: amamos porque
cremos, porque desejamos e porque sabemos que o amor existe.
Amamos sem saber se somos
amados, e por isso podemos acabar desolados, isolados e deprimidos.
Que
se lixe! O amor não é justo, não é perfeito; no amor não se declaram
sentenças nem se proferem comunicados. O amor prefere ser imprevisível,
cheio de riscos e de fogo cruzado. No amor os braços não se cruzam, as
palavras não se gastam e os gestos servem para o demonstrar.
Amar também é lutar, e
enfrentar monstros fabulosos com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda
de dragão. É uma ilusão, um sonho, um absurdo e uma fantasia. O amor não
se entende, não se interpreta, não se discerne nem se traduz.
Na verdade... quem ama acredita, mas não sabe bem porquê, não sabe bem o quê, nem percebe bem como!
Mude. Deixe de colocar sua felicidade na mão dos outros. Comece um caso de amor consigo mesma e pare de se boicotar.
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